Fábricas de eletrônicos e a demanda por ligas metálicas

Fábricas de eletrônicos

O cenário recente de pandemia ocasionado pelo avanço do coronavírus impactou diversos segmentos industriais, e um dos mais afetados foram as fábricas de eletrônicos de diversas categorias. Com ampla necessidade de importação, o setor se viu forçado a parar a produção por questões de saúde pública.

Ao mesmo tempo, muitas indústrias tiveram que se adaptar rapidamente para atender a demanda nacional por novos insumos, como ventiladores pulmonares por exemplo. Em março deste ano, o presidente do Estados Unidos, Donald Trump, usou o Twitter para cobrar que diversas multinacionais adaptassem suas instalações e iniciassem a produção desses ventiladores o mais rápido possível.

No Brasil, a Confederação Nacional das Indústrias (CNI) apresentou recentemente um estudo expondo que, em matéria de competitividade global, ficamos atrás dos outros países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Conforme o relatório, o que conhecemos como “Custo Brasil” é o responsável por adicionar uma tributação complexa, gargalos logísticos e burocracia em excesso.

A própria CNI defende a redução do Custo Brasil como meio de impulsionar a produção de tecnologia dentro do nosso país, favorecendo as fábricas de eletrônicos com a facilidade ao acesso de insumos importados.

O domínio sobre a tecnologia de fabricação de produtos eletroeletrônicos é extremamente importante para o desenvolvimento de qualquer país. A China, que hoje é referência em tecnologia, se beneficiou de políticas de incentivo do governo na década de 1970. Rapidamente, multinacionais se instalaram no país com o objetivo de produzir para a exportação, o que resultou em uma absorção por parte das empresas chinesas de tecnologia estrangeira e, hoje, isso se reflete na ampla produção de produtos eletroeletrônicos com valor agregado.

Como impulsionar as fábricas de eletrônicos brasileiras?

A informação é a base para a resolução de qualquer problema, e não podemos deixar de observar esse exemplo da China, de proteção da indústria nacional e apropriação tecnológica, como uma possibilidade para o Brasil, afinal de contas, já existe um mercado interno para isso.

Quem não gostaria de comprar um celular com custo de produção nacional, sem acréscimos de conversão de moedas estrangeiras e impostos de material importado?!

Conforme dados da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (ABINEE), o setor cresceu 42% entre 2002 e 2013, com um crescimento médio de 3,2% ao ano. Em 2013, o Brasil foi responsável pela produção e venda de aproximadamente 22 milhões de computadores, notebooks e tablets, no entanto, quase 70% dos componentes eletrônicos desses equipamentos foram e continuam sendo fabricados fora do país.

O ano de 2020 é extremamente atípico para todos os setores, interferindo negativamente em números que vinham crescendo nos últimos anos. Mas, mesmo assim, devemos encarar a recuperação do mercado como uma vitória do setor. Em julho deste ano, após uma desestabilização pandêmica, as fábricas de eletrônicos por todo o país registraram uma alta de admissões, indicando uma retomada positiva do mercado!

Em 2021, depois que toda a crise do coronavírus passar, será essencial que as nossas indústrias estejam preparadas para inovar no mercado interno, visando o aquecimento econômico, a geração de empregos e a inovação tecnológica.

As ligas metálicas mais usadas pelas fábricas de eletrônicos

É praticamente impossível pensar em ligas metálicas, fábricas de eletrônicos e não pensar no cobre como o representante mais viável em termos de condução elétrica. De fios a circuitos eletrônicos, as ligas de cobre em suas várias combinações químicas são indispensáveis para o segmento.

O alumínio também sempre fez parte dessa indústria, mas, atualmente, o cobre tem ganhado cada vez mais destaque. Grandes empresas de tecnologia estão começando a trocar o alumínio pelo cobre nos chips de computador mais poderosos que fabricam.

Segundo os desenvolvedores, isso está acontecendo devido à condutividade elétrica superior do cobre. Essa solução tecnológica permite que os comprimentos e larguras dos canais condutores sejam significativamente reduzidos, favorecendo velocidades de operação muito mais rápidas e maior integração entre os circuitos, além de possibilitar a instalação de 400 milhões de transistores em um único chip.

Essa adaptação possibilitou uma grande redução de consumo elétrico, além uma queda significativa na temperatura dos componentes eletrônicos – e quem trabalha com hardware sabe que temperaturas altas reduzem a capacidade de processamento dos computadores!

Agora, apesar do cobre ter hoje um papel de liga metálica protagonista no segmento eletrônico, as outras ligas, como o aço e o alumínio, não deixaram de ser relevantes. Assim como o alumínio ganhou mais espaço na indústria automobilística em relação ao aço, o cobre está ganhando um novo nicho de mercado, mostrando que a inovação tecnológica é um movimento de busca constante pelo material mais viável e não material mais barato.

Seja qual for a sua demanda por ligas metálicas para a sua fábrica de eletrônicos, a Coppermetal pode ser uma parceira estratégica! Entre em contato com a nossa equipe comercial e solicite uma proposta, temos certeza de que encontraremos a solução mais viável para a sua empresa!