Indústria Siderúrgica: Como está o setor no Brasil atualmente?

indústria Siderúrgica

O Brasil é o 9ª país com maior produção de aço no mundo. Por essa razão, a indústria siderúrgica é responsável pela exportação da matéria prima para aproximadamente 100 países, ficando atrás apenas da China, o seu maior concorrente e também líder no mercado mundial de aço.

Como todos os países, o Brasil apresentou queda no segmento industrial (como em várias outras áreas) em razão da crise do novo coronavírus. Mas a situação tende a melhorar e a economia já começa a dar sinais de recuperação!

A consultoria britânica IHS Markit apresentou em setembro um relatório com dados de agosto que mostram que o setor industrial brasileiro está apresentando recuperação robusta da economia. No mês, recordes no crescimento de pedidos, produção e compras, bem como empregos gerados foram contabilizados, sendo que a criação de postos de trabalho foi a maior dos últimos 10 anos.

Em agosto, o PMI (Índice de Mercado dos Gerentes de Compra) ficou em 64,7, o maior desde fevereiro de 2006, sendo que agosto foi o terceiro mês consecutivo em que o índice apresentou evolução.

A entidade responsável por representar as empresas brasileiras produtoras de aço é o Instituto Aço Brasil (antigo Instituto Brasileiro de Siderurgia). A entidade trabalha tanto realizando estudos em relação aos processos de trabalho, equipamentos e novas tecnologias, como também entendendo o atual momento da indústria siderúrgica. Além disso, cria programas para soluções a médio e longo prazo, realiza atividades, atua como representante junto a entidades públicas e privadas tanto no Brasil como no exterior.

Mensalmente, o Instituto Aço Brasil faz uma coleta de dados estatísticos para indicar às empresas do setor siderúrgico sobre o comportamento do comércio de aço. E os últimos registros foram bastante otimistas!

Referente a julho, a produção da indústria siderúrgica cresceu 21,2% e as vendas internas aumentaram 9,1% comparado ao mês anterior. Já o consumo aparente da matéria prima evoluiu em 5,5%. No último balanço, referente a agosto, os dados demonstraram que o segmento apresenta estabilidade em níveis pré-covid, com uma leve queda de 1,3% em vendas internas.

O que se pode esperar da indústria siderúrgica brasileira em 2021?

O segmento industrial no mundo todo encarou muitos desafios para conseguir se manter em 2020. A queda esperada no Brasil, México e Argentina, para este ano, é de 14,5% em relação a 2019 de acordo com a Associação Latino-americana do Aço (Alacero). Apesar do cenário, as expectativas para o próximo ano são de crescimento.

A Alacero prevê um aumento de 9,6% no consumo aparente, podendo chegar a quase 20 milhões de toneladas de aço vendidos em 2021.

A recuperação econômica da indústria siderúrgica brasileira está diretamente relacionada com a retomada de obras da construção civil, aumento da produção industrial automotiva e bens de capital. Esses setores correspondem a mais de 80% do consumo de aço.

A retomada está acontecendo em “formato V” em que, agora em julho, as atividades foram do mesmo nível de janeiro, antes da quarentena começar nos estados brasileiros.

A complexidade do sistema fiscal e tributário brasileiro é uma das grandes razões para a falta da competitividade da indústria siderúrgica nacional em relação a outros países. A seguir, falaremos melhor sobre uma proposta do governo federal que promete aquecer a indústria no próximo ano.

Confiabilidade da indústria para a retomada da economia

Um dos aspectos que contribuem diretamente para o crescimento da indústria no Brasil é a confiança dos empresários em investir no setor. O índice responsável por mensurar a confiança do empresário industrial é o ICEI, medido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O ICEI registrou um aumento considerável na confiança do empresário industrial em relação ao mercado. O índice ficou em 61,6 pontos em setembro, um aumento de 4,6 pontos percentuais em relação ao mês anterior. É o quinto mês consecutivo de crescimento.

De acordo com a CNI, o índice vai de 0 a 100 pontos. Quanto maior, mais confiança no mercado como um todo. Quando ultrapassa a linha dos 50 pontos, fica clara a percepção de que a situação econômica, principalmente em relação ao próprio negócio, está melhor em comparação ao último semestre.

O aumento da confiança faz com que os empresários comecem a contratar trabalhadores e investir no segmento.

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