Os impactos da pandemia no setor industrial

impactos da pandemia

Não há como negar que o coronavírus mudou o modus operandi em todo o mundo e em todas as áreas de trabalho. Na indústria, os impactos da pandemia também tiveram efeitos. Segundo o IBGE, 70% das indústrias no Brasil foram impactadas de alguma maneira pela pandemia.

Apesar do número alarmante, não é uma surpresa que o setor foi severamente impactado, afinal, muitas empresas precisaram parar em diversos estados brasileiros, e o desemprego tirou o poder de compra de muitos, o que desacelerou o comércio.

Ainda segundo o IBGE, o impacto foi maior em empresas do setor de serviços, seguido por indústrias, construção e comércio, ou seja, dentre os segmentos mais afetados, a indústria foi o segundo mais prejudicado.

Para realizar o levantamento, o IBGE conversou com mais de 2 milhões de empresas em funcionamento e o resultado obtido do estudo foram alguns padrões desagradáveis para o mercado. A seguir, vamos explorar mais a fundo esses padrões e os principais gargalos resultantes dos impactos da pandemia na indústria.

Quais foram os principais impactos da pandemia na indústria?

A escassez de matéria-prima é de longe o maior impacto da pandemia em todos os setores industriais. Praticamente todos os segmentos foram afetados: Farmacêutico, alimentar, celulose, plástico, aços e metais em geral. Recentemente abordamos um caso específico, apontando as variadas causa envolvendo as alterações no preço do cobre a nível mundial e a escassez se mostrou como a raiz do problema.

Em relação à produção, em 63% dos casos, as fábricas informaram que tiveram dificuldade em atender os clientes ou na fabricação de produtos. 29,9% disseram não ter sentido mudanças significativas, enquanto quase 7% informaram que tiveram facilidade durante o período – ainda que a maior parte das empresas encontraram dificuldades para realizar pagamentos de rotina.

Os principais problemas apontados, em relação aos impactos da pandemia, foram:

  • Redução de vendas;
  • Dificuldade em fabricar produtos;
  • Acesso a fornecedores e insumos;
  • Honrar pagamentos de rotina.

“Nossa estimativa com base na pesquisa, é que cerca de 1,2 milhão de empresas em funcionamento adiaram o pagamento de impostos desde o início de março, sendo que mais da metade considerou ter recebido apoio do governo na adoção dessa medida”, afirma o diretor do IBGE Eduardo Rios Neto.

As vendas não ficaram atrás nessa problemática como já era de se esperar. Em relação ao último ano, na primeira quinzena de junho em comparação ao período pré-pandemia, 65,3% das empresas industriais apontaram que a covid-19 causou queda nas vendas.

Algum segmento apresentou alta?

Apesar da queda generalizada das indústrias, algumas empresas conseguiram enxergar a pandemia como uma oportunidade de crescimento. Foi o caso da Companhia Nacional do Álcool, fabricante das marcas Coperalcool, Zumbi e Da Ilha. Ela teve um aumento de 6500% na sua produção em março do ano passado, quando começou a quarentena em várias cidades brasileiras. Segundo estudo da Ebit | Nielsen, em apenas um dia de março as vendas online de álcool em gel chegaram a R$ 800 mil.

É claro que esse é um exemplo bastante específico, mas mostra como algumas indústrias e segmentos conseguiram se reinventar, e o comércio on-line foi o grande impulsionador para isso. Àquelas empresas que não conseguiram atuar bem digitalmente tiveram maiores desafios em relação ao combate aos impactos da pandemia.

Como ficou o faturamento das indústrias?

Outro estudo foi realizado em relação aos impactos da pandemia no setor industrial. A CNI, Confederação Nacional da Indústria, fez um estudo com 402 executivos em todos os estados brasileiros, que mostrou que sete em cada dez empresas perderam faturamento recentemente devido à pandemia.

No estudo, 16% disseram que o faturamento ficou igual, e 14% afirmaram que aumentou. As empresas que apontaram queda são as de maior porte, mas a proporção acaba sendo equivalente.

Entre os setores da indústria que tiveram maiores impactos positivos durante a pandemia, podemos destacar o comércio digital (e-commerces), o setor farmacêutico, delivery de produtos diversos, supermercados e, inclusive, o setor de informática com o crescente número de profissionais que passaram a atuar com o home office.

O cenário atual demonstra ainda, a desaceleração da indústria em razão do avanço da pandemia. Segundo um dado recente do IBGE correspondente ao último mês, o setor recuou pelo segundo mês seguido, especialmente por causa da queda no segmento automotivo.

Ainda assim, o mercado tende a voltar a rodar conforme os casos diminuam. A boa notícia é que as empresas que querem contar com uma fornecedora de metais para suas matérias-primas, podem contar com a Coppermetal, uma empresa totalmente responsável, ágil e que entende o momento delicado que as empresas estão passando. Com todos os cuidados às instruções de combate a Covid-19, a Copper continua oferecendo produtos de qualidade. Quer conferir? Entre em contato conosco!